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SOCIALISMO HOJE: NOSSO PROJETO HISTÓRICO EM DEBATE Imprimir E-mail
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Por Escola Sul   
24 de June de 2009

 A Escola Sindical Sul e as CUTs PR, SC e RS estão organizando o Seminário "Socialismo hoje: nosso projeto histórico em debate", para os dias 27 e 28 de outubro de 2009, em Florianópolis - SC. Em breve divulgaremos mais detalhes sobre a atividade, junto com a programação. Garanta na sua agenda!

                                                                                                                        Salvador Dalí

A ofensiva do capitalismo global e a esquerda na defensiva

As diversas organizações, movimentos e abordagens teóricas que compõem o que em geral se chama de campo social e pensamento de esquerda, viveram as últimas décadas sob o peso das iniciativas, ideias e transformações provocadas pela ofensiva neoliberal.

O capitalismo modernizou seus mecanismos de exploração e formas de controle lançando mão de um processo agressivo e veloz de reestruturação e globalização. As grandes corporações espalharam suas plantas industriais e unidades comerciais por diferentes países, ao mesmo tempo em que as redes financeiras mundiais, com seus gigantescos fluxos virtuais instantâneos, multiplicavam o dinamismo, a perversidade e o descontrole do sistema.

 

Os Estados nacionais perderam poder com os processos generalizados de privatização e desregulamentação. Tornaram-se mais fracos , não só por iniciativas políticas submissas de abrir mão de mecanismos de controle e regulação da economia, como, também, pela autonomia que a internacionalização permitiu às grandes empresas e ao mercado financeiro.

 

Em conjunto com o ideário neoliberal e com a racionalidade do pensamento empresarial, a cultura consumista, explorada ao extremo para garantir a reprodução alucinada do sistema, disseminou e fortaleceu estilos de vida e visões de mundo que assemelham os vínculos humanos a relações de mercado.   

 

As consequências desta ofensiva são bem conhecidas pela classe trabalhadora e pelas pessoas e nações pobres do mundo.

 

 As crises do capitalismo e a oportunidade da esquerda

Vinte anos depois da euforia do seu mais simbólico triunfo no campo do embate de ideias – o colapso do bloco soviético, que trouxe o ânimo e o conforto ideológico necessários à ofensiva neoliberal –, o capitalismo enfrenta sua mais profunda crise desde 1929.

 

A crise atual, que começou no centro do poder capitalista, na sociedade mais consumista do mundo, sucede aos ensaios representados pelas crises especulativas localizadas  – Ásia, Rússia, Argentina etc. –  consideradas, quando ocorreram, pouco mais que efeitos colaterais sem maior importância. Sucede, também, à crise alimentar recente, essencialmente especulativa, fabricada por decisões em bolsas de valores norte-americanas. Junta-se, também, à crise ambiental que se agravou nos últimos anos a ponto de praticamente aniquilar as possibilidades de sua negação ou tergiversação por parte das grandes corporações e do governo dos Estados Unidos.

 

Agora, entretanto, não são apenas bancos, seguradoras e empresas tradicionais que quebram ou enfrentam enormes dificuldades com o desaparecimento do crédito e o derretimento de papéis especulativos sem relação com a produção real de riquezas. O ideário neoliberal, também, instantaneamente parece que se dissipa. A ideologia do mercado perde o vigor. A racionalidade empresarial é posta em xeque. As bases conceituais do capitalismo, enfim, são abaladas.

 

Os movimentos, organizações e o pensamento de esquerda, depois de um duro período na defensiva – especialmente quanto a espaço e receptividade para o debate de idéias sobre outro projeto de sociedade – , deparam-se, agora,  com a oportunidade de aprofundar e disseminar a crítica ao capitalismo. Há cerca de duas décadas que não se descortinava uma situação tão favorável para o embate.

 

O socialismo hoje

 

A denúncia da máquina de dominação e exploração capitalista e das idéias que a legitimam – que sempre fizemos – encontra agora, com o descontentamento e o desencanto gerado pelas crises, um ambiente favorável para sua disseminação, aprofundamento e radicalização.

 

O anúncio do que propomos em seu lugar – o socialismo que queremos –, entretanto, precisa ser debatido, reafirmado ou redesenhado, levando-se em conta a frustração das experiências do “socialismo soviético”, a complexidade e heterogeneidade da classe trabalhadora, a sofisticação do controle do Estado e das corporações sobre a sociedade e a diversidade de iniciativas, movimentos e organizações anti-capitalistas no mundo, entre outros tantos aspectos essenciais para se pensar o projeto de futuro que pretendemos alcançar.

 

Como imaginamos a sociedade socialista que queremos construir quanto à democracia, o Estado, o mercado, as grandes empresas estratégicas...? Como pensamos o futuro e as possibilidades de sua construção e preparação no presente?

 

Qual é, enfim, o socialismo que queremos?

Nosso projeto histórico em debate

A CUT tem como compromisso “lutar pela emancipação dos trabalhadores como obra dos próprios trabalhadores, tendo como perspectiva a construção da sociedade socialista”, e o objetivo da Escola Sindical Sul, com este seminário, é pensar esta perspectiva socialista a partir da realidade do mundo deste início de século.

 

Mais do que o evento em si, a Escola pretende estimular o debate e a circulação de ideias, a troca criativa de visões teóricas e possibilidades práticas, com o desejo de reafirmar o ânimo militante, afinando o projeto e as práticas para a construção do socialismo.

 

Última Atualização ( 11 de February de 2010 )

Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. É um dia de luta das mulheres marcado, no mundo todo, por manifestações que empunham bandeiras feministas em defesa da igualdade!

Este ano, milhares de trabalhadoras e trabalhadores dos países que formam o Cone Sul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) estarão na fronteira da cidade de Santana do Livramento (RS) com a cidade de Rivera, no Uruguai. A manifestação internacional foi proposta pela Comissão de Mulheres da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) porque acreditamos que um outro Mercosul é possível, se for resultado de um processo de integração produtivo, social e com a participação igualitária das mulheres. Nossa prioridade neste ato será a defesa da igualdade salarial e o combate à violência contra a mulher.

Santana de Livramento e Rivera são separadas apenas por um poste de luz. Lá, é comum os homens matarem, espancarem ou estuprarem mulheres e se refugiarem na cidade vizinha. Como as leis são diferentes, brasileiros e uruguaios usam a fronteira para escapar de seus crimes contra as mulheres. A luta das mulheres é pelo estabelecimento de uma lei e de um protocolo de extradição comuns.

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