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8 de março será na fronteira Brasil/Uruguai Imprimir E-mail
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Por Vera   
19 de February de 2009

Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. É um dia de luta das mulheres marcado, no mundo todo, por manifestações que empunham bandeiras feministas em defesa da igualdade!

Este ano, milhares de trabalhadoras e trabalhadores dos países que formam o Cone Sul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) estarão na fronteira da cidade de Santana do Livramento (RS) com a cidade de Rivera, no Uruguai. A manifestação internacional foi proposta pela Comissão de Mulheres da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) porque acreditamos que um outro Mercosul é possível, se for resultado de um processo de integração produtivo, social e com a participação igualitária das mulheres. Nossa prioridade neste ato será a defesa da igualdade salarial e o combate à violência contra a mulher.

Santana de Livramento e Rivera são separadas apenas por um poste de luz. Lá, é comum os homens matarem, espancarem ou estuprarem mulheres e se refugiarem na cidade vizinha. Como as leis são diferentes, brasileiros e uruguaios usam a fronteira para escapar de seus crimes contra as mulheres. A luta das mulheres é pelo estabelecimento de uma lei e de um protocolo de extradição comuns.

É POR ISSO QUE LUTAMOS

Como forma de superar as desigualdades de salário e de oportunidades entre homens e mulheres, além da garantia e acesso a um trabalho justo, com garantia de direitos trabalhistas e sociais, políticas públicas, acesso à terra, soberania alimentar, legalização do aborto e combate à violência contra a mulher, as Centrais Sindicais filiadas à CCSCS, vêm neste momento de luta em 8 de março exigir de seus Governos:

1. Estabelecimento de indicadores de geração de emprego para as mulheres nos diversos setores da economia, tendo como objetivo o trabalho decente, com igualdade de salários, de oportunidades e de tratamento;

2. Indicadores de equidade de gênero para contratação, funções e ascensão profissional nas empresas, com prazos definidos e processos claros de avaliação com a participação dos trabalhadores/as;

3. Criar marco legal adequado em matéria de igualdade de oportunidades e de tratamento, que contemple todos os trabalhadores e trabalhadoras, incluindo os trabalhadores/as domésticos/as, temporários, rurais e migrantes;

4. Implementação de políticas afirmativas que coíbam a discriminação de gênero, raça/etnia, geração, orientação sexual e deficiência nos espaços do trabalho e da sociedade;

5. Políticas de incentivo à permanência dos jovens nas escolas até a conclusão de sua formação educacional regular;

6. Garantia em lei da ampliação da licença maternidade e paternidade;

7. Ampliação do número de vagas em creches públicas até os sete anos de idade;

8. Garantia do aborto legal e seguro nas redes públicas de saúde;

9. Ampliação das políticas de combate à violência contra a mulher e estruturação das casas abrigo.

10. Criação de uma legislação e de um protocolo de extradição comuns para tratar dos casos de violência sexista nas áreas de fronteiras.

Última Atualização ( 22 de June de 2010 )

Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. É um dia de luta das mulheres marcado, no mundo todo, por manifestações que empunham bandeiras feministas em defesa da igualdade!

Este ano, milhares de trabalhadoras e trabalhadores dos países que formam o Cone Sul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) estarão na fronteira da cidade de Santana do Livramento (RS) com a cidade de Rivera, no Uruguai. A manifestação internacional foi proposta pela Comissão de Mulheres da Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) porque acreditamos que um outro Mercosul é possível, se for resultado de um processo de integração produtivo, social e com a participação igualitária das mulheres. Nossa prioridade neste ato será a defesa da igualdade salarial e o combate à violência contra a mulher.

Santana de Livramento e Rivera são separadas apenas por um poste de luz. Lá, é comum os homens matarem, espancarem ou estuprarem mulheres e se refugiarem na cidade vizinha. Como as leis são diferentes, brasileiros e uruguaios usam a fronteira para escapar de seus crimes contra as mulheres. A luta das mulheres é pelo estabelecimento de uma lei e de um protocolo de extradição comuns.

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